
O amendoim movimenta a economia do Noroeste Paulista, e reforça o papel do engenheiro agrônomo em cada etapa da cadeia
São Paulo é o maior estado produtor de amendoim do Brasil, e boa parte dessa produção nasce em municípios do Noroeste Paulista, incluindo a região de São José do Rio Preto. Por trás dos números — que somam centenas de milhares de toneladas por ano e geram receita bilionária ao estado — está uma cadeia produtiva que depende, em cada fase, da atuação de engenheiros agrônomos habilitados.
Uma cultura que passa por várias mãos técnicas
Do preparo do solo à colheita, e da colheita até o produto final na indústria, o amendoim exige acompanhamento técnico constante. Análise de solo, escolha de cultivares, manejo hídrico, controle de pragas, monitoramento da lavoura e, já na etapa industrial, controle de qualidade no recebimento, secagem e classificação — tudo isso passa pela responsabilidade de profissionais registrados no sistema Confea/Crea.
A maior parte das lavouras paulistas de amendoim, aliás, é plantada com cultivares desenvolvidas por instituições públicas de pesquisa paulistas, fruto de décadas de trabalho técnico-científico que começa muito antes da semente chegar à terra.
Reforço técnico em nível nacional
No início deste ano, a Embrapa lançou um guia técnico atualizado voltado a produtores e profissionais da cadeia do amendoim, reunindo orientações que vão do plantio à comercialização. A publicação chega em um momento de expansão da cultura no país — o que, segundo especialistas do setor, deve aumentar ainda mais a demanda por profissionais qualificados capazes de aplicar esse conhecimento técnico no campo.
O que isso significa para a nossa região
Para engenheiros agrônomos e técnicos que atuam no Noroeste Paulista, essa combinação — cultura em expansão, mercado externo aquecido e novo material técnico de referência — é um convite direto à atualização profissional. Dominar as recomendações mais recentes de manejo não é apenas uma vantagem competitiva: é o que sustenta a qualidade de uma cadeia que movimenta a economia de dezenas de municípios da região.
Fica o registro: cada pacote de amendoim, cada paçoca, cada pé de moleque que sai das agroindústrias da nossa região carrega, sem que o consumidor perceba, o trabalho técnico de agrônomos que muitas vezes começou meses antes, ainda na análise do solo.
Fontes consultadas: Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA/SAA-SP); Embrapa Algodão, via Canal Rural (jan/2026).
Produzido por Celso Rodrigues
Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de São José do Rio Preto